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NOTÍCIAS E DICAS
Postado em 30/06/2014
Investigando a Má Fama do CrossFit
Semana passada um vídeo de diversos acidentes em academias, com o nome “Ultimate CrossFit Fails” viralizou nas redes sociais. O que chama atenção é que muitas das filmagens claramente não foram feitas em boxes e nem com atletas de CrossFit, então de onde vem a má fama que permite atribuir tantos padrões de movimentos incorretos e acidentes a só uma modalidade?

O passado:

No Brasil o CrossFit é um esporte novo e provavelmente grande parte dos praticantes não testemunharam seus primeiros anos, mas grande parte das acusações de padrões de levantamentos olímpicos terríveis e falta de técnica vem dessa época. Hoje a prova de snatch do Games de 2009 seria considerada tecnicamente fraca (para não se dizer horrível de se assistir) até para competições regionais no Brasil. No motocross, demorou-se anos para que o primeiro piloto conseguisse realizar um mortal e mesmo no levantamento de peso a técnica mudou radicalmente nos últimos 60 anos tornando os movimentos cada vez mais eficientes e seguros.

Muitos técnicos e especialistas em condicionamento físico já mostraram que mudaram de opinião com o progresso do esporte, mas infelizmente ainda vai demorar algum tempo para que o grande público esqueça a adolescência do esporte.

Lesões

Os poucos estudos realizados sobre a frequência de lesões no CrossFit apontam para um índice de 3 lesões sérias para cada 1000 horas de prática, um índice bem próximo de diversos outros métodos de condicionamento físico, uma vez e meia menor do que o do futebol e em média dez vezes menor do que esportes de contato como luta ou rugby, então comparativamente esses números são bem baixos. Mas se pensarmos por exemplo que, em Belo Horizonte existem 14 boxes afiliados e que cada um deles recebe em média 100 atletas por dia, estatisticamente haverá 4 lesões por dia na cidade devido ao CrossFit, em um ano serão mais de 1000 lesões. Considerando que se matricular em um box é relativamente caro, então apenas uma pequena parcela da população pode praticar o esporte e essas pessoas tendem a ir em um pequeno grupo de ortopedistas e fisioterapeutas e frequentem o mesmo circulo social, mesmo com uma taxa de lesão baixa é mais que normal que haja um grande alarde sobre sobre ferimentos no esporte.

Inclusão

Em esportes como o levantamento de peso ou a ginástica existe um padrão sobre a vida esportiva dos atletas, eles começam a praticar o esporte até os 8 anos de idade, as 14 passam por uma peneira para selecionar aqueles que tem talento para competir nas categorias juniores, aos 18 passam por outra peneira para decidir aqueles que irão seguir carreira e buscar títulos na modalidade, dessa seleção sobra apenas uma minoria praticando o esporte de forma não competitiva e é um numero ainda menor que ingressa no esporte com 30 anos, uma operação no quadril e sérias restrições de movimento no ombro. O CrossFit é diferente por seu perfil inclusivo, é muito difícil fazer com que todos os participantes tenham um padrão de movimento em níveis excelentes, é lógico que cabe aos coaches zelarem pela segurança de todos, mas comparar um video de um treino de praticantes recreativos em um box a ginásio de levantamento de peso ou ginástica onde todos são atletas de competição é desleal e absurdo.

Falta de compreensão

Muitos movimentos do CrossFit são desconhecidos do grande público, principalmente no Brasil. Outro vídeo de critica ao CrossFit que ganhou fama foi grupo de alunos aprendendo o continental clean & press, um movimento do strongman que consiste em puxar uma fat bar com a pegada de um terra, apoia-la na barriga, trocar a pegada, realizar um movimento explosivo até os ombros e depois jogar o peso acima da cabeça. Muitos comentarista da internet apontaram para esse video como se os crossfitters não soubessem fazer um clean & jerk ou que estivessem se colocando em risco por realizar o movimentos, mas em uma competição profissional de strongman esse é um dos movimentos com menos ocorrência de lesão e é possível perceber que mesmo os atletas mais experientes não realizam ele com muito mais elegância que os alunos do box. Movimentos como o butterfly pull-up tem uma fama pior ainda, sendo acusados de serem perigosos e bobos, mas a verdade que esses comentários são baseados em uma concepção baseada no treino de ginastas e fisiculturistas, onde este é um elemento de força e hipertrofia, mas a verdade é que não há estudos sobre a segurança ou não do movimento e que no CrossFit ao contrario das outras modalidade o butterfly pull-up não é um meio de se obter mais força, mas um fim em si mesmo.

O que pode se fazer para mudar esse quadro?

O CrossFit está ganhando reconhecimento ao longo do tempo, graças ao desempenho incrível dos atletas de elite e os resultados individuais de todos os atletas recreativos que provam a eficiência e segurança do método.

Para continuar esse processo é importante os coaches manterem os olhos abertos para garantir a segurança e qualidade dos movimentos dos alunos, sempre privilegiando a maestria dos movimentos sobre a intensidade. Para os atletas também é importante seguir as orientações da melhor forma possível, manter seus padrões de movimento, cuidar de sua mobilidade e coordenação, afim de ganhar cada vez mais repertório e progredir no esporte em performance e qualidade.
Fonte: http://barsnrings.wordpress.com/2014/06/03/investigando-a-ma-fama-do-crossfit/

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